Retalhos de memórias alinhavados entre lãs, linhas, notas, telas e lembranças.

Inajá Martins de Almeida

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"Manter um diário ou escrever, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”.

(Tomasi di Lampedusa - Os Contos)

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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

ENTRE LÃS E LINHAS

 Entre lãs e linhas me encontro a tecer.

O tempo fez longas distâncias.

As linhas me levaram longe das lãs.

Agora, o tempo passado

A distância percorrida

Requer de mim outras tantas linhas.

clique na foto para ampliá-la


Encontro de linhas teceram muitas correntinhas de amizade.

A foto representa momento singular entre livros, linhas e muita prosa.

(Inajá bibliotecária e Elza escritora)

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Quem sabe tecer novas linhas

Quem sabe abreviar distâncias

Quem sabe usufruir em outras linhas.


Quem sabe as linhas 

possam tecer novas tramas

trazer novas linhas


Apenas o tempo o dirá

então as linhas poderão 

quem sabe

tecer as rotas tramas 

que o tempo     


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

MOMENTOS...

por Inajá Martins de Almeida



2015
Outro ano se inicia.
Novos sonhos.
Novas perspectivas.

Momentos...
Retalhos solitários
engavetados
aguardam!




O tempo? Quem poderá sabê-lo?

Quem poderá unir seus pontos?
Tecer encontros?
Dar sentido aos fios?

Eis que possível fora!

O entalhe na madeira
Retorna aos sonhos o artesão!

A almofada pede aconchego.












A cúpula guarnece-se de retalhos amealhados.

O tempo passado insiste em adentrar o presente
e a presenteia.

Presente de encontros.
Sentidos nos fios, sentido. 

Quadros ornamentam paredes brancas
e as tecem.
Enebriantes brancas paredes.




Mãos que pintam. Retratam momentos
a se perpetuarem em molduras
que se emolduram em lembranças.

 Nas telas,
a cada pincelada,
cores 
tornadas lembranças.




A colcha.
Retalho que se transforma
Recompõe o ambiente
Dá novo sentido ao que era.


Lembranças que passam...
Lembranças que ficam nos fios.
Permanecem lembranças.


Retalhos!
Sempre retalhos.









Cada fio 
a dar sentido aos momentos
aguarda o momento!...


Cada momento
a dar sentido aos fios
 tece...




Fotos : Elvio Antunes de Arruda
Crochê : Inajá Martins de Almeida

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São Carlos - 06/01/2015

quinta-feira, 30 de maio de 2013

TECENDO LINHAS - ELZA E INAJÁ - FEIRA DO LIVRO RIBEIRO PRETO 2008


O momento retrata como linhas são compartilhadas.
Uma feira. Livros podem ser encontrados por todos os cantos da bela praça de Ribeirão Preto.
Eis que os ideais se mesclam entre as linhas dos livros e as linhas nas mãos.
Mãos que tecem crochê. Mãos que esboçam textos.
Inajá não se priva das linhas nas mãos. Elza atenta ao ensino. Ponto a ponto forma um desenho. A foto registra. 
Sorriso nos lábios. Um momento inesquecível.   
O tempo pode ser resgatado. Recontado. Reconstituído.
Lembranças que almejam novas histórias. 
Eis aqui um pedacinho de lembrança.

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Foto: Elvio A.Antunes
Texto: Inajá Martins de Almeida