O tempo sempre nos reserva algo significativo, quando fotos nos encontram e falam por nós.
Eis que num sábado, nublado e chuvoso, observo a paisagem por entre os pingos na janela, e retorno aos meus arquivos, quando fotos me vem ao encontro de um tempo que não se perdeu e que, vez ou outra, requer os apontamentos.
A janela, presente na memória, o ibisco a contemplar e proporcionar o verde, neste agora retoma lembranças a não se apagar da mente.
A cortina de crochê a emoldurar a vidraça, fala de instantes de pura reflexão, quando ponto a ponto se deixava tecer através da linha que percorria mãos hábeis de artesã.
E prossigo entre linhas, num tempo passado que requer, cada vez mais, presente, pois que, fotos permanecem no físico e no imaginário das lembranças que não se apagam.
xxx

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