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Retalhos de memórias alinhavados entre lãs, linhas, notas, telas e lembranças.
Inajá Martins de Almeida
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"Manter um diário ou escrever, as próprias memórias deveria ser obrigação “imposta pelo estado”: o material acumulado após três ou quatro gerações teria valor inestimável. Resolveria muitos problemas psicológicos e históricos que afligem a humanidade. Não existe memória, embora escritas por personagens insignificantes, que não apresentem valores sociais e pitorescos de primeira ordem”.
(Tomasi di Lampedusa - Os Contos)
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domingo, 31 de maio de 2015
TRABALHOS MARAVILHOSOS

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
MOMENTOS...
por Inajá Martins de Almeida
2015
Outro ano se inicia.
Novos sonhos.
Novas perspectivas.
Momentos...
Retalhos solitários
engavetados
O tempo? Quem poderá sabê-lo?
Quem poderá unir seus pontos?
Tecer encontros?
Dar sentido aos fios?
Eis que possível fora!
O entalhe na madeira
Retorna aos sonhos o artesão!
A almofada pede aconchego.
O tempo passado insiste em adentrar o presente
e a presenteia.
Presente de encontros.
Sentidos nos fios, sentido.
Quadros ornamentam paredes brancas
e as tecem.
Enebriantes brancas paredes.
Mãos que pintam. Retratam momentos
a se perpetuarem em molduras
que se emolduram em lembranças.
Nas telas,
Nas telas,
a cada pincelada,
cores
cores
tornadas lembranças.
Retalho que se transforma
Recompõe o ambiente
Dá novo sentido ao que era.
Lembranças que passam...
Lembranças que ficam nos fios.
Permanecem lembranças.
Retalhos!
Sempre retalhos.
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retalhos
sábado, 6 de setembro de 2014
DESFILE DE BONECAS
Para minha princesinha vestidos em crochê enfeitam as bonecas
clique sobre as imagens para visualizá-las maior
Esta fora presente da prima Matilde - veja só o capricho da pose para as fotos
A prima Matilde abre o armário e dele a lembrança mais terna - bolsas de crochê.
A bolsa vermelha é então presenteado à Rafaela.
Quantas memórias guarda o tempo. Quantas ainda no armário!
sábado, 3 de maio de 2014
ALMOFADAS ENTRE LEMBRANÇAS
O Ato de Ler entre as linhas
Cores, letras e sonhos se espalham por todos os cantos.
Emaranhados de sonhos entre lãs, linhas e letras.
A colcha, presente de minha amada avó Anna, ornamente o cenário para minhas almofadas.
A um canto é o bordado colorido de minha mãe que ilumina e dá cor.
Pedaços de uma vida tecida entre cores, e muito amor.
As linhas pedem passagem e registram o tempo que não quer passar.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
CROCHÊ E TRICÔ - VERDADEIRA ARTE
A R T E
Mãos que tecem
Mãos que tocam
Lãs
Linhas
Nas artes
lãs
linhas
se mesclam.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
VOLTAR ÀS LEMBRANÇAS DO PASSADO PRESENTE... PRESENTE...
Não lhe trago prata nem ouro
Não os tenho ...
Apenas lhe trago lembranças:
Saudosas.
Alegres.
Contemplativas lembranças
A embalar sonhos!
Inajá Martins de Almeida
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
UM VIOLÃO ENTRE LÃS, LINHAS E ACORDES - ACORDA
por Inajá Martins de Almeida
Um violão.
A sonoridade paira no ar.
Há melodia no toque suave.
Feixe de luz ilumina o ambiente.
Quarto que embala sonhos de moça.
Mãos que dedilham as cordas
Coração pulsa paixão:
arte da música nos acordes
arte das lãs e linhas nos acordam
Cordas que interpretam linhas.
Mente e alma sonham sonhos
A corda repica arpejos:
Acorda sonhos de menina mulher.
Dó, ré mi
a me fazer lembrar
o sonoro do sol, lá, como se aqui fora.
Si voltar pudera
Quem dera.
Direito apenas às linhas
Felicidade
Tela em branco ofertada
ao pintor!
O intérprete
entregue à Música!
A arte da vida
diante do vivente.
Buquê de Letras!
Buquê de Emoções!
Distante os anos
podem contar tempo.
Acordes acordam sonhos
Menina moça.
Mulher senhora.
As cordas do violão
As teclas do piano
Acordes acordam...
Música... Sempre divina música...
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Distante os anos. A primeira imagem foi registrada em fevereiro de 1974. A segunda em dezembro de 2011. Lembrança que o tempo insiste em não apagar.
QUAL O SEU CORAÇÃO?
Se
encontro uma palavra,
logo
percebo outras tantas.
Assim,
me envolvo, divago...
Quero
registrá-las no papel!
Se o
frio bate em meu rosto,
logo
percebo o calor interior,
a queimar
o peito e aquecer a mente
que,
a combinar palavras, registra o fato.
Se a lua vem no céu brilhar
Se a lua vem no céu brilhar
logo
percebo ser possível a canção
que
toma a palavra como amiga
e
transforma em rimas e versos o sonho.
Que
prazer puro olhar a lua,
uma
noite chuvosa e cinzenta.
Na
madrugada, um encontro alinhavado.
Um poeta
Um poeta
pode
encontrar alma sensível
que
por sua vez alcança corações.
Se eu
pudesse expressar claramente
a
euforia que cala peito adentro,
neste
breve momento,
quanto
mais este espaço poderia conter.
Porém,
posso agradecer a inspiração do poeta
a me
induzir, e a delicadeza da autora
ao me
legar a riqueza dos versos, pois:
Se há
corações que pulsam poesia
outros
há que fazem poesia.
Quantos
há que sonham poesia
Enquanto
há os que vivem poesia.
Quem
apenas lê poesia pode ser encontrado
entretanto,
recolhendo retalhos vislumbramos,
que
há corações que são a própria poesia!
sábado, 27 de julho de 2013
NA VARANDA

Na varanda podemos tecer sonhos.
Sofá a um canto guarda encontros.
A cortina deixa penetrar a luz
através da janela.
Tudo de bom...
Podemos sonhar.
Tecer
Criar
Projetar
Plantas, flores...
Arte ao redor!
Mãos que tecem
não podem ser vistas, aparentemente
mas a mente a projeta.
Projeto de poeta.
Projeto de vida
uma varanda proporciona.
Cortinas brancas que adornam sonhos
A suavidade das mãos que tecem
podem adornar o chão
Almofadas espalhadas
Mãos de fadas
Na varanda posso me ver
Na varanda posso me encontrar
Na varanda
ainda que distante
posso sonhar
sonhos de artesã poeta
Poeta artesã.
Possível na varanda
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foto encontrada no facebook
texto, captura, montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida
SUPERAÇÃO ATRAVÉS DAS LINHAS
De Foz do Iguaçu uma história comovente que mexeu com esta que reconta...
Um homem como Marcos desperta curiosidade, não?
Sim! Como desperta curiosidade. Sempre me pergunto o que leva um homem se dedicar ao crochê. A matéria que passei a ler intrigou-me sobremaneira. Homem sofrido... As drogas o torna cativo... Vergonha... Prisões... Privações e toda sorte de desencontro.
Entretanto! Uma esperança. Uma luz... O pensar em Deus chama atenção. Ao clamor uma porta se abre dentro do cativeiro... Outro homem se dedica ao trabalho manual. São mãos que tecem. Mente que passa a tecer linhas a se interligarem ao Altíssimo.
E faz o homem pensar e confessar:
"Eu fazia muita coisa errada, bebia, dava vexame, humilhava a mim e as pessoas, e no outro dia eu acordava arrependido. Sempre pedia a Deus para que me ajudasse, até que fui preso. Ali, onde não existia drogas, álcool e prostituição, tudo começou a mudar. Mesmo tendo alguns anos para cumprir, eu só agradecia a Deus”.
Nós artesãs bem o sabemos o quanto nos envolvemos com as linhas. O tecer. O criar. O nos irmanar a outras tantas artesãs em ideias, em sonhos, em criatividade. É a criação que nos transporta mais perto do Criador. E a tudo que criamos "achamos bom".
Marcos percebe seu interior se agigantar. O trabalho o envolve. Percebe o mover das pessoas para sua pessoa. Vê a oportunidade onde muitos a rejeitam. Começa a árdua jornada entre linhas. Linhas nas mãos. Linhas na mente. A leitura o leva a filosofar. Agora sua vida passa a ter filosofia. Sabe porque tece cada ponto. Sabe porque cada ponto busca outros pontos. Sabe porque quer encontrar novos pontos...
“É um trabalho que mexe com o ego. Ao terminar uma peça, as pessoas começam a elogiar e isso fica na minha mente como algo bom, criado por mim. Porque no mundo do crime, você faz coisas ruins e feias. Em contrapartida, comecei a aprender algo que resultou em elogios. O processo é lento e difícil. Ainda estou evoluindo, é uma luta diária, espero ser bem melhor do que sou. Acredito que estou no caminho”.
Nas linhas Marcos, antes perdido nas linhas do caminho, agora quer amar, quer ser amado no caminho. Pelo Caminho.
“Meu objetivo é ser, porque quando era ter, tive a “dor de cabeça, né?! brinca. Então, ser melhor todos os dias, e me capacitar intelectualmente para quem sabe um dia, dar aulas, compensar toda a inutilidade da minha vida até agora e lá na frente ser motivo de orgulho para meu filho”.... (leia toda a matéria original)
Encontros possíveis. Notáveis. Personagens que se enredam nas tramas da vida. Nas tramas dos pontos. Ponto a ponto tecem histórias fantásticas. Histórias de superação.
A leitura da vida. Em cada linha a leitura que se clama outras tantas linhas.
Marcos que buscam caminhos. Caminhos que procuram por outros Marcos.
E estas linhas que se envolvem com as linhas tecidas. E recriam as linhas tecidas do texto. E compartilham novas linhas.
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Postagem e recontagem por Inajá Martins de Almeida
sábado, 20 de julho de 2013
CROCHÊ TRANSFORMA SONHO EM ARTE
Sonho em rosa.
Um a um os quadradinhos tomam forma.
Ganham espaço.
Aguardam a conclusão do projeto ainda disforme.
Multiplicam-se na mesma proporção em que o amor se agiganta
Ante mãos que tecem e coração que embala um sonho.
E a neta - princesa -
que ocupa o pensar da artesã.
O detalhe do acabamento ganha corpo.
Transforma sonho em realidade.
Ponto a ponto a se multiplicar.
Horas infindas não percebidas adentram madrugada afora.
Julho - mês frio.
O corpo não sente. Alma grita a conclusão de mais um projeto.
A foto. A postagem. Aguarda apenas o sorriso franco que virá
Este chegou sorrateiro.
Rosa. Rosa e branco se mescla ao branco puro.
Pequeno. Encanta. Mãos de artesã. Olhares de quem observa.
Somam-se aos pontos tecidos. Unidos. Sonhos a se multiplicarem. A almejarem novos sonhos.
O acabamento. O viés que dá um toque especial.
Olhares atentos. Visíveis a quem tem a arte nas mãos e no coração.
O calor é acalentado nos dias e noites intensas de julho 2013.
Este chegou tímido. Mas logo pediu passagem. Tomou corpo.
Uma amostra. Dona Ana. Lembrança agradável. Saudosa.
Olhar terno. Estatura pequena.
Mãos ágeis de artesã compenetrada.
O pequeno retalho atrai artesã que se vê ávida pela peça.
Um casaquinho. Uma renda delicada aguarda um corpo.
Os pontos ao pedirem passagem, transformam novos pontos em outros tantos.
Momentos mágicos. Inigualáveis. Incontáveis.
Palavras podem ser registradas.
O que fazer dos sentimentos da artesã.
Só mesmo ela o sabe. As palavras são poucas para tanto.
As toalhas encontram ricos detalhes.
Iguais no formato, mas diferentes nas peças.
Cada qual seu destino.
Os pontos trazem lembranças. Recontam histórias. Retalhos de saudade.
É quando na simplicidade de panos de copa, o crochê imponente compactua o toque especial.
O bico simples na confecção, mas grandioso no efeito valoriza o pano que agora não é mais apenas industrializado.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
PROJETOS
"Palavras por palavras. Comprometa-se a terminar as coisas". Escreve Anne Lammoot.
Fora a palavra neste dia frio de julho – 2013 – em que Lee Albrecht diz sobre seus inúmeros projetos de bordados – “mais um entre tantos”.
Bicos para toalhas de banho, de
copa. Coletinhos. Aguardam o acabamento final. Pontos sobre pontos que lhe
trarão o acabamento almejado.
Curiosa. Aprendiz eterna.
Incansável. Avolumam-se trabalhos: crochê, tricô. Iniciados. Aos pedaços. Em gavetas. Em caixas. Fiéis depositárias. Amostras várias. Artesãs se irmanam. Transferem
aprendizado.
Arquivos no computador recolhem retalhos. Textos. Fotos. Blogs passam a registrar momentos.
Arquivos no computador recolhem retalhos. Textos. Fotos. Blogs passam a registrar momentos.
Até que... Uma palavra...
Projetos!?...
Sim! Projetos! Como poderia eu
omiti-los em minha própria vida?
Eles permeiam nosso universo.
Salas de aula. Estudos apontados. Trabalhados. Compartilhados. Porém... O dia a dia. O fazer
necessário não os torna projetos. Por quê?
Fora a palavra neste dia frio de julho – 2013 – em que Lee Albrecht diz sobre seus inúmeros projetos de bordados – “mais um entre tantos”.
A palavra se agiganta. Dimensiona meu sentir inquieto. Cresce em mim. Projeto ronda meu pensar. Toma forma. Faz-me
vasculhar gavetas. Armários. Caixas de arquivos.
Ah! Pedaços de textos
incompletos. Registrados clamam conclusão. Ideias lançadas entre lãs, linhas e
palavras.
Projetos soltos sem projetos
passam a reclamar os tais. Projetos.
Manhãs podem ser cúmplices.
Noites de insônia concluem tantos.
Apontamentos se fazem necessários. O projeto passa a ser concreto. Real.
Apontamentos se fazem necessários. O projeto passa a ser concreto. Real.
- “Termine o que começou antes de
partir para o próximo”, ecoa a voz doce e suave de minha mãe. São lembranças de
minha meninice entre linhas.
De repente passo a perceber que ao meu
redor sempre havia mais do que um trabalho em execução. Encomendas. Presentes.
Pessoal. Podia exercitar a mente. Cada qual ao seu modo ocupava espaço.
O passado se torna claro ante meu questionamento. O presente, numa rápida pincelada, delineia traços entre lãs e linhas. Prossigo...
O passado se torna claro ante meu questionamento. O presente, numa rápida pincelada, delineia traços entre lãs e linhas. Prossigo...
O acabamento. Momento de decisão a
demandar processo delicado e demorado. Detalhado. Ponto sobre ponto. O tempo a passar
a limpo. As horas que não podem ser contadas. Ajustes a serem articulados.
Percebe-se impossível o fazer por
fazer. E me questiono:
- Há propósito? Há projeto? O que
aconteceu?
A resposta dá-me alento.
Anos acrescentados conta muito. Faz diferença. Décadas computadas. Ausências várias. Referências que o tempo pode cobrar.
Anos acrescentados conta muito. Faz diferença. Décadas computadas. Ausências várias. Referências que o tempo pode cobrar.
Posso deter mais tempo livre
para o diletantismo, mas também ser usurpada das minhas horas, sem que, muitas
vezes o perceba.
Estanco ante os sinais. Minha
neta de cinco anos aponta seus projetos mensais na escola. Amigas compartilham projetos
seus.
Crochê irlandês extasia-me. A ele
me rendo.
Pesquiso. Estudo. Esboço primeiros passos. Arrisco uma primeira peça. Ao caos dou forma. Coloco meu espírito de artesã curiosa.
Passo a unir folhas, flores, galhos disformes. A renda colorida aos poucos toma forma. Concluo o trabalho. Deliro. Vibro. Olho sem cansar sua forma.
Pequeno colete. Acho bom. Destino certo. Rafaela, minha neta. Aguardo por seu olhar vibrante. Seu sorriso terno de criança. E parto em busca de outros projetos que não tardam a me envolver.
Pesquiso. Estudo. Esboço primeiros passos. Arrisco uma primeira peça. Ao caos dou forma. Coloco meu espírito de artesã curiosa.
Passo a unir folhas, flores, galhos disformes. A renda colorida aos poucos toma forma. Concluo o trabalho. Deliro. Vibro. Olho sem cansar sua forma.
Pequeno colete. Acho bom. Destino certo. Rafaela, minha neta. Aguardo por seu olhar vibrante. Seu sorriso terno de criança. E parto em busca de outros projetos que não tardam a me envolver.
Agora os tenho projeto.
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São Carlos 19/07/2013 - Inajá Martins de Almeida
São Carlos 19/07/2013 - Inajá Martins de Almeida
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